Últimas Notícias

Forças armadas do Iêmen realizam 20 ataques aéreos contra posições houthis em Taiz

Forças Armadas do Iêmen realizam 20 ataques aéreos contra alvos houthis em Taiz, intensificando conflito que ameaça rotas comerciais no Mar Vermelho.

Forças armadas do Iêmen realizam 20 ataques aéreos contra posições houthis em Taiz
Sete pessoas morreram em um ataque a um mercado no Iêmen, segundo o Ministério da Saúde controlado pelos houthis no domingo (27) • AL MASIRAH/ VIA REUTERS

Vídeo indisponível. Abrir fonte

As Forças Armadas do Iêmen intensificaram suas operações militares nesta sexta-feira (2), confirmando a execução de 20 ataques aéreos de precisão contra alvos ligados à milícia houthi. A ofensiva, concentrada em um intervalo de apenas três horas, teve como foco principal a província de Taiz, região que abriga a terceira maior cidade do país e é considerada um ponto estratégico vital para o comércio e a indústria local.

Continua depois da publicidade

De acordo com o porta-voz oficial das Forças Armadas, Majed Abdullah Al-Nuzaily, a operação foi direcionada a desmantelar infraestruturas e neutralizar movimentações da milícia. Em comunicado publicado nas redes sociais, o oficial detalhou que os bombardeios atingiram reforços, concentrações de combatentes, veículos e equipamentos militares em diversas localidades, incluindo Hameer, Bani Bakar, Same, Al-Aqrud, Rua Sessenta, Al-Amor, Midi Bani Hassan e Al-Waziya.

Impactos estratégicos e o cenário em Taiz

A escolha de Taiz como teatro de operações não é casual. Como principal centro comercial e cultural do Iêmen, a província tem sido palco de tensões recorrentes. A recente escalada ocorre em um momento em que o governo iemenita, reconhecido internacionalmente, busca retomar o controle de áreas ocupadas. Relatos de fontes militares indicam que a milícia houthi, apoiada pelo Irã, havia estabelecido acampamentos em áreas próximas a mercados locais, o que elevou o risco para a população civil.

No início da semana, a região foi marcada por uma tragédia humanitária. O Ministério da Saúde, sob controle houthi, reportou a morte de sete pessoas e ferimentos em outras 40, incluindo crianças, após um ataque que atingiu estabelecimentos comerciais. O governo iemenita, por sua vez, justificou a ação afirmando que o alvo era um acampamento militar infiltrado na área urbana, evidenciando a complexidade e o perigo do conflito em zonas densamente povoadas.

Escalada de um conflito prolongado

O cenário atual marca uma ruptura significativa em relação ao período de relativa estabilidade que o país vivenciou desde a trégua estabelecida em 2022. A guerra civil, que teve início em 2014 com a tomada da capital, Sanaa, pelos houthis, desencadeou uma intervenção militar liderada pela Arábia Saudita em 2015. Desde então, o país enfrenta uma das crises humanitárias mais graves do mundo, com dados da ONU apontando mais de 700 mortes em confrontos recentes e cerca de 130 mil pessoas deslocadas internamente.

A movimentação houthi pela costa do Mar Vermelho, que inclui a tomada do porto de Mocha e o controle de áreas próximas ao estreito de Bab el-Mandeb, amplia as preocupações internacionais. Esta rota é fundamental para o comércio global, conectando a Ásia à Europa via Canal de Suez. A instabilidade na região ameaça não apenas o fluxo de mercadorias, mas também a segurança energética, dado que uma parcela significativa da produção mundial de petróleo transita por esse corredor marítimo.

O Canal 1 de Notícias segue acompanhando os desdobramentos desta crise no Oriente Médio, mantendo o compromisso de levar até você informações apuradas e o contexto necessário para compreender os impactos globais deste conflito. Continue conectado para atualizações sobre a situação geopolítica e humanitária no Iêmen.

Mais sobre este assunto