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Abstenção eleitoral é motivada por viagens, doenças e desinteresse, aponta Datafolha

Pesquisa Datafolha revela que viagens, doenças e desinteresse foram os principais motivos para a abstenção recorde no primeiro turno das eleições.

Abstenção eleitoral é motivada por viagens, doenças e desinteresse, aponta Datafolha
ESTADÃO CONTEÚDO

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Um levantamento recente realizado pelo Instituto Datafolha trouxe à tona as razões que levaram milhões de brasileiros a se ausentarem das urnas no primeiro turno das eleições. Com uma taxa de abstenção que atingiu o patamar de 21,08%, mais de 33 milhões de eleitores deixaram de exercer seu direito ao voto, um dado que acende o debate sobre o engajamento cívico e as barreiras logísticas enfrentadas pela população no dia do pleito.

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Fatores que afastaram o eleitor das urnas

Os dados revelam que a mobilidade e questões de saúde foram os principais entraves para a participação popular. Segundo a pesquisa, 19% dos eleitores ausentes estavam viajando ou fora de seus domicílios eleitorais no dia da votação. Outros 18% justificaram a ausência devido a problemas de saúde ou doenças, enquanto 9% foram impedidos por compromissos profissionais que impossibilitaram o deslocamento até a seção eleitoral.

Além dos fatores logísticos, a burocracia também teve seu peso: 7% dos entrevistados afirmaram não possuir os documentos necessários para a votação. O desinteresse, seja pela política em geral, pelos candidatos apresentados ou pela falta de identificação com as propostas, foi apontado por 13% dos consultados, evidenciando um desafio persistente para a legitimidade do processo democrático.

O impacto da abstenção no cenário político

A expressiva marca de 21,08% de abstenção coloca em perspectiva a necessidade de estratégias mais eficazes para garantir a presença do eleitor. Em um cenário de disputa acirrada, como o que se desenha para o segundo turno, o comportamento daqueles que se abstiveram no primeiro round torna-se um fator decisivo. A mobilização de quem não compareceu, ou a manutenção do desinteresse, pode alterar significativamente o resultado final das urnas.

No próximo dia 25 de outubro, o país voltará às urnas para definir o futuro da Presidência da República, em uma disputa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT). Além do pleito nacional, o segundo turno será decisivo para o comando de diversos estados brasileiros, onde a disputa pelo cargo de governador também segue em aberto, conforme detalhado em levantamento oficial sobre o calendário eleitoral.

Metodologia e transparência do levantamento

Para chegar a esses números, o Datafolha ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios brasileiros. A abordagem foi realizada presencialmente em pontos de fluxo populacional, garantindo uma amostra representativa da diversidade do eleitorado nacional. O estudo, que possui margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, foi encomendado pela Folha de São Paulo e pela TV Globo.

O registro oficial da pesquisa no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sob o código BR-02949/2026, reforçando o compromisso com a transparência dos dados. O Canal 1 de Notícias segue acompanhando de perto todos os desdobramentos do calendário eleitoral, trazendo análises, dados e o contexto necessário para que você, leitor, acompanhe a reta final da corrida eleitoral com credibilidade e informação de qualidade.

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