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Café artesanal cearense nasce de tradição familiar resgatada por neta

Neta cria marca de café artesanal cultivado 100% no Ceará, inspirada pelo avô centenário e na Serra de Aratuba.

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  • A produção de café artesanal ganhou um novo capítulo na economia e na cultura regional com a iniciativa de uma jovem professora…
  • A estreia da marca Café Nápoles na Exposição Agropecuária e Industrial do Estado do Ceará (Expoece) chamou a atenção de visitantes e…
  • Fruto de uma herança familiar intergeracional, o projeto nasceu há pouco mais de dois meses pela união de esforços entre a fundadora,…
Café artesanal cearense nasce de tradição familiar resgatada por neta
Foto: Gabriela Feitosa/g1 CE

A produção de café artesanal ganhou um novo capítulo na economia e na cultura regional com a iniciativa de uma jovem professora que decidiu honrar a memória de seu avô. A estreia da marca Café Nápoles na Exposição Agropecuária e Industrial do Estado do Ceará (Expoece) chamou a atenção de visitantes e especialistas pelo resgate de saberes tradicionais associados a práticas sustentáveis de cultivo na região nordestina.

Fruto de uma herança familiar intergeracional, o projeto nasceu há pouco mais de dois meses pela união de esforços entre a fundadora, seu marido e seu pai. A inspiração veio de Chico Cravo, patriarca que faleceu aos 100 anos de idade no ano de 2023, após dedicar toda a sua trajetória ao trabalho agrícola e à lida com a terra nos cafezais cearenses.

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Tradição e cultivo na Serra de Aratuba

Localizada em uma área de preservação de Mata Atlântica no Maciço de Baturité, a produção familiar ocorre inteiramente sob o sistema agroflorestal. Na Serra de Aratuba, os pés de café arábica crescem protegidos pela sombra de árvores centenárias, garantindo características únicas ao produto final e preservando o equilíbrio ecológico local.

O método adotado dispensa misturas de grãos e evita o uso de aditivos químicos comuns na indústria de massa. A colheita, que acontece apenas uma vez ao ano e se estende por aproximadamente um mês, exige dedicação manual em todas as etapas, desde a separação dos grãos em bacias com água até a torra artesanal.

Valorização da biodiversidade e do mel nativo

Além do café comercializado em grãos e moído, a propriedade familiar também aposta na diversificação sustentável por meio da criação de abelhas nativas sem ferrão. O mel de uruçu amarela é colhido diretamente de colmeias mantidas nos troncos das árvores, integrando a produção agrícola à polinização natural do cafezal.

Esse modelo ecológico reforça o compromisso com a conservação do solo e valoriza o potencial produtivo do interior cearense. Segundo o portal g1, a iniciativa demonstra como pequenos produtores locais conseguem unir inovação e tradição para conquistar espaço no mercado regional.

Expectativas de expansão e repercussão na Expoece

A participação na 70ª edição da Expoece, realizada no Parque de Exposições Governador César Cals, em Fortaleza, representou uma vitrine importante para o negócio familiar. Com embalagens variadas que atendem a diferentes perfis de consumidores, a marca busca consolidar a presença do café cearense fora dos limites locais.

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