A expectativa em torno do retorno de Ronaldinho Gaúcho ao futebol profissional ganhou contornos de mistério e grande mobilização na Itália. A duas semanas do confronto entre Ravenna e Forlì, válido pela terceira divisão italiana, a preparação física do ex-jogador e sua real participação no duelo seguem como as principais incógnitas para a torcida e para a comissão técnica comandada por Andrea Mandorlini.
O confronto está agendado para o dia 15 de novembro, às 13h30 (horário de Brasília), no estádio Bruno Benelli, na cidade italiana de Ravenna. Aos 46 anos, o craque brasileiro, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002, não disputa uma partida oficial desde 2015, quando vestiu a camisa do Fluminense. Desde então, sua presença nos gramados ficou restrita a jogos festivos e eventos promocionais.
Incógnitas sobre a preparação física e o ritmo de jogo
Apesar da confirmação da data pelo presidente do clube, Ignazio Cipriani, detalhes sobre a rotina de treinos do brasileiro ainda são escassos. A imprensa italiana, incluindo veículos locais como o jornal Il Resto del Carlino, tem levantado questionamentos sobre o tempo disponível para que o atleta recupere o condicionamento físico ideal e se entrose com os novos companheiros de equipe.
A definição sobre o aproveitamento do meia ainda não foi tornada pública. Não se sabe se o ex-camisa 10 iniciará a partida entre os titulares ou se será acionado no decorrer do confronto diante do Forlì, rival regional que acirra os ânimos para o clássico no futebol italiano.
Contexto esportivo e a briga na tabela da Série C
O retorno de uma figura do porte de Ronaldinho ocorre em um momento decisivo para as pretensões esportivas do clube na temporada. O Ravenna ocupa atualmente a segunda colocação do Grupo B da terceira divisão, somando 26 pontos após 12 rodadas, e busca alcançar a liderança ocupada pelo Spezia.
Antes do clássico regional, a equipe ainda terá um compromisso fora de casa contra o Vado, no dia 7 de novembro. Esse cenário exige que a diretoria e a comissão técnica equilibrem o apelo marqueteiro e a euforia dos torcedores com a necessidade de manter o foco competitivo em um campeonato acirrado.
A trajetória vitoriosa e o legado nos gramados
A última aparição oficial do brasileiro em partidas oficiais aconteceu em 2015, pelo Fluminense, passagem que durou apenas de julho a setembro daquele ano, com nove partidas disputadas. Antes disso, construiu uma carreira laureada por clubes como Barcelona, onde conquistou a Liga dos Campeões e o Campeonato Espanhol, além de passagens por Milan, Paris Saint-Germain, Atlético-MG e Flamengo.
Com a camisa da Seleção Brasileira, além do pentacampeonato mundial, levantou a taça da Copa das Confederações em 2005, ano em que também faturou a Bola de Ouro como melhor jogador do planeta. Vale destacar que o vínculo de Ronaldinho com o Ravenna vai além das quatro linhas, já que ele adquiriu participação acionária no projeto do clube italiano.
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