O Cruzeiro escreveu um capítulo histórico no futebol sul-americano ao conquistar o título inédito da Copa Libertadores feminina. Em uma partida emocionante realizada no sábado (31), as conhecidas “Cabulosas” superaram o Corinthians nas penalidades por 5 a 4, após um eletrizante empate por 4 a 4 no tempo regulamentar, no estádio Rodrigo Paz Delgado, localizado em Quito, no Equador. Além da taça continental, a campanha vitoriosa garantiu aos cofres do clube uma premiação milionária que coroa o planejamento da modalidade.
Com a conquista máxima do torneio, o Cruzeiro assegurou o prêmio destinado ao campeão, fixado em 2 milhões de dólares, o que representa cerca de R$ 10,8 milhões na cotação atual. O montante reflete a recente valorização financeira promovida na competição, oferecendo um suporte essencial para o desenvolvimento estrutural e a manutenção de elencos competitivos no cenário do esporte nacional e internacional.
Premiação milionária e distribuição de cotas
A expressiva injeção financeira não beneficiou apenas a equipe vencedora. O Corinthians, que encerrou a competição como vice-campeão após uma campanha de alto nível, faturou 600 mil dólares, aproximadamente R$ 3,2 milhões. A disputa pelo pódio também movimentou valores importantes para outras equipes tradicionais do continente.
Na decisão pelo terceiro lugar, realizada no mesmo sábado, o Santa Fé, da Colômbia, levou a melhor sobre o Olimpia, do Paraguai, vencendo o confronto por 4 a 3. Com o resultado, a equipe colombiana garantiu para casa a quantia de 250 mil dólares, o equivalente a cerca de R$ 1,5 milhão, consolidando a força das equipes colombianas no cenário sul-americano.
A virada histórica em Quito
O roteiro da grande final teve ingredientes dramáticos que justificam a grandeza da premiação. O Cruzeiro bate Corinthians nos pênaltis e conquista a Libertadores feminina após sair em desvantagem considerável no placar. O time paulista conseguiu abrir uma vantagem de 3 a 0, impondo um ritmo forte no início do confronto decisivo.
No entanto, a equipe mineira demonstrou poder de reação e buscou o empate heroico nos minutos finais do tempo regulamentar, forçando a prorrogação e, posteriormente, a decisão nas cobranças da marca da cal. Nas penalidades, o nervosismo pesou e o time celeste contou com erros nas finalizações de Jade e Robledo, além da atuação decisiva da goleira Camila, que defendeu a cobrança definitiva para assegurar a taça inédita.
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