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Manifestações contra carestia se espalham da França para a Alemanha

Protestos contra o alto custo de vida iniciados na França se espalham para a Alemanha com manifestações de jovens e forte esquema de segurança.

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  • As manifestações populares contra o encarecimento do custo de vida, que ganharam força nas últimas semanas em território francês, cruzaram fronteiras e…
  • Neste sábado (31), milhares de pessoas tomaram as ruas de várias cidades alemãs em atos que coincidiram com as celebrações de Halloween,…
  • Na Alemanha, o movimento é encabeçado por jovens reunidos sob o lema "Geração Z consegue!".
Manifestações contra carestia se espalham da França para a Alemanha
REUTERS

As manifestações populares contra o encarecimento do custo de vida, que ganharam força nas últimas semanas em território francês, cruzaram fronteiras e alcançaram a Alemanha. Neste sábado (31), milhares de pessoas tomaram as ruas de várias cidades alemãs em atos que coincidiram com as celebrações de Halloween, ampliando um cenário de insatisfação social na Europa.

Na Alemanha, o movimento é encabeçado por jovens reunidos sob o lema “Geração Z consegue!”. Os manifestantes protestam contra o alto custo de vida, o subfinanciamento crônico de escolas e universidades, pautas ambientais e o debate em torno de uma possível reintrodução do serviço militar obrigatório. Os atos foram registrados em centros urbanos expressivos como Berlim, Frankfurt, Colônia e Munique.

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Confrontos e mobilização policial

Embora a concentração na capital alemã tenha ocorrido de maneira majoritariamente pacífica, a situação exigiu respostas enérgicas das autoridades em outras regiões. Em Colônia e Hamburgo, a polícia mobilizou canhões de água e equipes de choque para conter manifestantes mais exaltados.

A polícia de Colônia informou que o uso de canhões de água ocorreu após o lançamento de fogos de artifício durante uma marcha central. Já em Hamburgo, agentes de segurança responderam após o incêndio de barricadas e ataques com artefatos pirotécnicos contra equipes de emergência, elevando a tensão nas ruas.

O cenário de tensão na França

Enquanto a Alemanha registra os primeiros reflexos expressivos do movimento, a França enfrenta novos desdobramentos de sua onda de protestos. No mesmo sábado, manifestações do movimento dos Coletes Amarelos, somadas à presença de estudantes e sindicalistas, ocorreram em diversas regiões do país francês.

O Ministério do Interior francês registrou a participação de 320 mil pessoas em todo o território nacional, sendo 70 mil apenas em Paris. O número representa uma retração em relação aos 550 mil manifestantes contabilizados em 17 de outubro e aos 410 mil da semana anterior. Até o final da tarde, 296 pessoas haviam sido detidas.

Impactos sociais e medidas de segurança

Diante do risco elevado de distúrbios, o governo francês impôs restrições e determinou que as manifestações fossem realizadas estritamente fora dos centros urbanos. Cerca de 70 mil agentes adicionais foram mobilizados para conter atos de vandalismo e tentativas de invasão a áreas comerciais por grupos radicais.

O período festivo do Halloween trouxe desafios adicionais para as forças de segurança, com alertas sobre convocações para atos de insurreição e uso de discursos extremistas nas redes sociais. Autoridades locais reforçaram a proibição de ocultação facial em espaços públicos e lembraram as penalidades severas para o porte de armas ou simulacros.

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