A Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro concluiu, nesta quinta-feira (22/10), a primeira edição do projeto Mulheres em Rede. A iniciativa permanente, realizada no Edifício Lúcio Costa, na capital fluminense, reuniu especialistas para debater direitos, cidadania, autonomia financeira, saúde e o combate à violência contra as mulheres.
O evento marcou o fechamento de um ciclo de debates voltados a políticas públicas e contou com a participação da atriz, empresária e ativista Luiza Brunet, anunciada oficialmente como madrinha do projeto para as próximas edições. Durante a abertura, o diretor-geral da Alerj, Edinaldo Basilio, destacou a importância de manter o tema em pauta contínua dentro das instituições públicas.
Autonomia financeira e o rompimento do ciclo de violência
A programação do dia incluiu mesas de debate focadas nos obstáculos que impedem mulheres de romper relacionamentos abusivos. A mediação ficou a cargo da jornalista Marieta Meirelles, que apresentou dados sobre a violência no Estado do Rio e ressaltou que a dependência econômica costuma ser um dos principais fatores que prendem as vítimas aos agressores.
A delegada Giselle do Espírito Santo, com ampla experiência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, alertou sobre sinais sutis de controle e ciúme que muitas vezes são naturalizados na sociedade. Na mesma linha, a especialista em finanças Amanda Pessoa pontuou que o controle financeiro histórico exercido sobre as mulheres limitou o acesso ao trabalho e ao crédito durante décadas, dificultando a emancipação plena.
Relatos e o impacto na saúde feminina
Um dos momentos marcantes do encerramento foi o depoimento de Luiza Brunet, que compartilhou vivências pessoais sobre agressão física e psicológica. A ativista detalhou como a violência atinge a autoestima e a dignidade das vítimas, dificultando a busca por ajuda imediata.
O evento também abordou a relação entre saúde física e emocional. A médica Mônica Travassos, representando a Sociedade Brasileira de Mastologia, discutiu o impacto estético e psicológico do diagnóstico de câncer, enquanto o ginecologista Nilson Batista reforçou a necessidade de exames preventivos regulares e acesso precoce ao diagnóstico na rede pública.
Atividades de bem-estar e continuidade das ações
Além das palestras e discussões institucionais, o encerramento do projeto ofereceu serviços práticos de autocuidado e saúde para as participantes. Equipes do Departamento Médico da Alerj realizaram aferição de pressão arterial e exames de glicemia, enquanto profissionais parceiros conduziram oficinas de automaquiagem, aplicação de cílios e sessões de massagem.
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