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Governo convoca bancos para iniciar nova etapa do programa desenrola

Governo convoca instituições financeiras para a terceira fase do Desenrola, programa federal focado na renegociação de dívidas antigas.

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  • As instituições financeiras do país ganharam prazo de cinco dias úteis para informar ao governo quais dívidas pretendem disponibilizar para renegociação no…
  • O Diário Oficial da União publicou uma edição extraordinária contendo a portaria com o edital de chamamento, marcando o início prático dessa…
  • Esta nova etapa do programa federal é estruturada sobre a compra direta de dívidas por parte da administração pública.
Governo convoca bancos para iniciar nova etapa do programa desenrola
© Marcello Casal JrAgência Brasil

As instituições financeiras do país ganharam prazo de cinco dias úteis para informar ao governo quais dívidas pretendem disponibilizar para renegociação no âmbito da terceira fase do programa Desenrola. O Diário Oficial da União publicou uma edição extraordinária contendo a portaria com o edital de chamamento, marcando o início prático dessa nova etapa federal voltada para a recuperação de créditos antigos e o alívio financeiro de cidadãos inadimplentes.

Esta nova etapa do programa federal é estruturada sobre a compra direta de dívidas por parte da administração pública. Durante a semana, representantes da equipe econômica estimaram que o volume de débitos antigos que podem ser integrados a este edital alcance cifras bilionárias, dando início ao processo de habilitação de bancos e fundos interessados em negociar suas carteiras de crédito com a União.

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Regras de participação e cronograma

O chamamento público recém-divulgado é direcionado especificamente a bancos, instituições financeiras e fundos de investimento em direitos creditórios. Para garantir a elegibilidade na sequência do processo, os credores precisam apresentar carteiras de débitos que se enquadrem rigorosamente nas exigências do programa, aceitando os patamares mínimos de desconto estabelecidos pelas normativas oficiais.

O procedimento operacional segue um cronograma estruturado em fases sequenciais:

  • Publicação do edital de chamamento para manifestação de interesse dos credores.
  • Prazo de cinco dias úteis para a declaração dos débitos elegíveis pelas instituições.
  • Análise técnica do volume apresentado e segmentação por faixas de renda.
  • Realização do leilão previsto para os meses de novembro ou dezembro.

A prioridade inicial do governo é estruturar o processo de forma a beneficiar devedores de menor renda e microempreendedores individuais. Contudo, caso o montante de débitos desse público fique abaixo da projeção, a regulamentação prevê flexibilidade para absorver volumes maiores de outras faixas.

Custos e projeções financeiras

A expectativa inicial da equipe econômica aponta para a apresentação de até R$ 90 bilhões em dívidas por parte dos credores. Como o modelo exige um deságio mínimo de 90%, o desembolso máximo por parte do poder público para a aquisição integral desse montante ficaria limitado a uma fração reduzida do valor nominal das carteiras.

Apesar da previsão de aporte, a execução financeira depende diretamente da competitividade registrada no leilão. A administração federal busca fomentar a concorrência entre as instituições financeiras, o que pode elevar os descontos exigidos e otimizar os recursos públicos aplicados na operação de recompra de créditos.

Critérios para as dívidas elegíveis

O Desenrola 3.0 teve sua criação oficial por meio de medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O foco principal da iniciativa é viabilizar o resgate de créditos em atraso de longa data, permitindo que os consumidores recuperem o poder de compra e limpem seus nomes no mercado financeiro.

Entre os requisitos fundamentais para que um débito seja contemplado na iniciativa, destacam-se:

  • Dívidas com valor original de até R$ 10 mil.
  • Período de atraso situado entre 720 e 1.645 dias.
  • Contratos de cartão de crédito nas modalidades rotativa e parcelada, além de crédito pessoal sem consignação.
  • Inclusão permitida tanto para pessoas físicas quanto para microempreendedores individuais.

Nesta fase inicial, é fundamental destacar que os consumidores ainda não devem procurar as agências bancárias. O procedimento atual restringe-se ao diálogo entre o governo e os credores para o mapeamento dos débitos disponíveis.

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