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SBP aponta perigos em brinquedos com IA e faz alerta a pais

Sociedade Brasileira de Pediatria emite alerta importante sobre os riscos do uso de brinquedos equipados com inteligência artificial.

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  • Brinquedos que conversam com a criança, que são capazes de memorizar o que ela gosta e que até mesmo respondem com palavras…
  • Diante do avanço da inteligência artificial e de sua aplicação em produtos lúdicos, a Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou um alerta sobre…
  • O objetivo do documento é orientar as famílias a reduzirem os riscos de exposição indevida à tecnologia.
SBP aponta perigos em brinquedos com IA e faz alerta a pais
Laura/Adobestock

Brinquedos que conversam com a criança, que são capazes de memorizar o que ela gosta e que até mesmo respondem com palavras de carinho e empatia fazem parte da realidade de boa parte das famílias no Brasil e no mundo e exigem olhar atento por parte de pais e responsáveis.

Diante do avanço da inteligência artificial e de sua aplicação em produtos lúdicos, a Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou um alerta sobre como escolher e acompanhar os efeitos da aplicação desse tipo de tecnologia junto a crianças e adolescentes. O objetivo do documento é orientar as famílias a reduzirem os riscos de exposição indevida à tecnologia.

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Impactos na percepção emocional e saúde mental

O alerta chama a atenção para o fato de que a inteligência artificial, apesar de usar linguagem afetiva ou empática, não é uma pessoa. A entidade reforça que um brinquedo conectado pode contar com microfone, câmera e acesso integral à internet, além de realizar coleta de dados e oferecer mecanismos complexos de personalização.

Especialistas destacam o risco de crianças desenvolverem percepções equivocadas, passando a enxergar a tecnologia como amiga ou cuidadora. Organizações internacionais também apontam que esses produtos podem estimular conversas em relacionamentos simulados, gerando dependência e riscos à saúde.

Orientações e critérios para escolha das famílias

Para os profissionais da saúde, as famílias devem adotar postura rigorosa na avaliação de produtos que utilizam sistemas generativos, mantêm diálogos abertos e simulam apoio emocional. A recomendação principal é priorizar alternativas tradicionais caso os recursos tecnológicos não apresentem benefícios claros.

O documento sugere questionamentos fundamentais antes de qualquer aquisição:

  • Qual o acréscimo real da tecnologia na brincadeira.
  • Se há captação de áudio, imagem ou dados pessoais.
  • Como funciona a indicação de faixa etária e supervisão.
  • O impacto da rotina digital no sono e convivência.

Responsabilidade das empresas e canais de defesa

Outro ponto abordado é a obrigatoriedade de fabricantes informarem claramente sobre medidas de segurança, privacidade e riscos associados. Caso ocorram falhas ou coleta oculta de informações, os consumidores dispõem de ferramentas legais para reclamação e proteção.

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