Dirigir, preparar uma refeição e até descer quase 30 metros de altura em um rapel fazem parte das experiências de Kathrein Moura, servidora pública que nasceu sem os braços e mora em Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia. Com os pés, ela realiza atividades do cotidiano e compartilha parte da rotina nas redes sociais, onde também trabalha como criadora de conteúdo e faz publicidades.
A trajetória de superação e busca por autonomia tem chamado a atenção de milhares de internautas, transformando a rotina da moradora de Goiás em um exemplo de inclusão e representatividade na internet.
conquista da habilitação e autonomia na direção
Em um dos vídeos publicados, Kathrein mostra como aprendeu a dirigir durante as aulas práticas em Goiânia. Na época, ela viajava de Anápolis até a capital para frequentar uma autoescola especializada no atendimento a pessoas com deficiência. Hoje, já habilitada, ela destaca a importância de poder conduzir seu próprio veículo pelas ruas.
"Dirigir não é só ter independência. Pra pessoa com deficiência, dirigir é autonomia também. É muita autonomia", afirmou a servidora pública em suas redes sociais, inspirando outras pessoas.
Durante as aulas, Kathrein utilizava um carro automático, com direção elétrica, e demonstrava aos seguidores como colocava o cinto de segurança, ajustava o veículo e controlava o volante utilizando os pés. Ela também detalhava os cuidados necessários para garantir um trânsito seguro.
rotina de superação compartilhada nas redes sociais
Além do trabalho no serviço público, Kathrein consolidou sua presença digital. No Instagram, onde reúne uma legião de seguidores, ela compartilha detalhes sobre alimentação, passeios, experiências pessoais e atividades cotidianas.
Em publicações que acumulam milhares de visualizações, é possível ver como ela utiliza os pés para manusear utensílios e preparar alimentos na cozinha. O conteúdo também engloba visitas a estabelecimentos comerciais e a participação em campanhas publicitárias.
aventura a quase 30 metros de altura
Entre os desafios superados pela servidora, a prática de esportes radicais também ganhou espaço. Uma das experiências compartilhadas recentemente foi a sua primeira descida de rapel, realizada em uma estrutura com quase 30 metros de altura.
Antes de iniciar a descida, Kathrein relatou aos seguidores que estava empolgada, mas que também lidava com o nervosismo natural da situação. Com equipamentos adaptados e o suporte de instrutores especializados, ela completou o trajeto com segurança e bom humor, provando que limites podem ser superados com planejamento e apoio adequado.
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