Cenário de visibilidade reduzida na Ponte Rio Negro
Uma densa camada de fumaça tomou conta do horizonte de Manaus na manhã desta sexta-feira (9), transformando a paisagem urbana e reduzindo drasticamente a visibilidade na Ponte Rio Negro. Registros feitos por motoristas que realizavam a travessia mostram o rio e o entorno completamente encobertos por uma névoa cinzenta, impedindo a visualização da extensão do leito e das margens.
O fenômeno é reflexo direto do avanço das queimadas na região, que têm impactado severamente a qualidade do ar na capital amazonense. A situação, que já vinha sendo monitorada, atingiu níveis preocupantes, levando a cidade ao topo do ranking nacional de poluição atmosférica, conforme dados da plataforma internacional IQAir.
Impactos na saúde e recomendações das autoridades
Diante do agravamento da situação, a Defesa Civil emitiu um alerta severo por volta das 5h55 desta sexta-feira. O órgão reforçou a necessidade de cuidados redobrados com a saúde, recomendando que a população evite a exposição prolongada ao ar poluído. Entre as orientações principais, destaca-se o uso de máscaras para quem precisa sair de casa, visando minimizar a inalação de partículas tóxicas.
O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), vinculado à Universidade do Estado do Amazonas (UEA), classificou a qualidade do ar na capital como “péssima”. Segundo os parâmetros técnicos do sistema, a qualidade do ar é considerada boa apenas quando a concentração de partículas finas permanece entre 0 e 25 µg/m³. Valores acima disso elevam o risco de problemas respiratórios e cardiovasculares.
Expansão da poluição na Região Metropolitana
O problema não se restringe aos limites de Manaus. Municípios da Região Metropolitana também registraram concentrações alarmantes de material particulado. Em Iranduba, os sensores de monitoramento detectaram níveis de 261,3 µg/m³, enquanto em Careiro da Várzea a concentração atingiu 266,8 µg/m³. Em Rio Preto da Eva, a situação também foi classificada como preocupante, com índices chegando a 227,8 µg/m³ por volta das 9h.
Suspensão de atividades acadêmicas e administrativas
A deterioração da qualidade do ar forçou instituições de ensino a alterarem suas rotinas. A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) suspendeu as atividades presenciais, tanto acadêmicas quanto administrativas, durante o período da manhã, migrando o atendimento para o formato remoto. O Instituto Federal do Amazonas (Ifam) adotou medida semelhante, suspendendo as atividades presenciais em todos os turnos e reorganizando o calendário letivo para proteger a comunidade acadêmica.
O Canal 1 de Notícias segue acompanhando o desenrolar desta crise ambiental e seus desdobramentos na rotina da população amazonense. Continue conosco para atualizações sobre as medidas de enfrentamento às queimadas e os próximos boletins sobre a qualidade do ar em nossa região.
Mais sobre este assunto
Gaby Amarantos celebra fé e cultura periférica no Círio de Nazaré
Lula critica oposição e reforça apoio ao fim da escala 6×1 em ato no Distrito Federal
Caminhão em chamas entra em posto de combustíveis e causa pânico no Rio Grande do Norte
Inflação de setembro supera expectativas com alta em energia e transportes


