A Justiça de Goiás determinou que Cleber Rosa de Oliveira, síndico acusado de assassinar a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. O crime, que chocou a cidade de Caldas Novas, ocorreu em 17 de dezembro de 2025, dentro do condomínio onde o réu exercia a função de administrador. A decisão judicial marca um passo decisivo no processo, embora a data para o julgamento ainda não tenha sido agendada.
Manutenção das qualificadoras e da prisão preventiva
A magistrada responsável pelo caso acolheu integralmente a denúncia do Ministério Público, mantendo as três qualificadoras que agravam a acusação contra Cleber: motivo torpe, emprego de meio cruel e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, caracterizado pela emboscada. Além da pronúncia, a Justiça negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa, mantendo a prisão preventiva do acusado, que permanece sob custódia enquanto aguarda o desfecho do processo.
A decisão de levar o caso ao júri não implica, por si só, uma condenação imediata. O procedimento de pronúncia é uma etapa processual que reconhece a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade, transferindo a responsabilidade da sentença final para o Conselho de Sentença, composto por sete jurados da sociedade civil. A defesa de Cleber Rosa de Oliveira afirmou, em nota, que recebeu a decisão com tranquilidade e que pretende analisar o teor dos documentos para avaliar a viabilidade de novos recursos.
Contexto e desdobramentos do caso
O desaparecimento de Daiane Alves Souza gerou uma intensa mobilização em Caldas Novas. As investigações policiais revelaram uma dinâmica complexa, que incluiu acusações de stalking e o uso indevido de recursos do condomínio para o custeio de despesas jurídicas do acusado. A repercussão do caso foi amplificada por imagens de segurança e denúncias de vandalismo no apartamento do síndico, que chegou a ser pichado com referências ao crime.
Para a família da vítima, a decisão de levar o réu a júri popular é vista como um avanço significativo na busca por justiça. Os advogados que representam os familiares destacaram que, apesar de ainda caberem recursos, o entendimento da Justiça reforça a gravidade dos fatos narrados na denúncia. O caso segue sendo acompanhado de perto pela comunidade local e pelos órgãos de segurança do estado de Goiás, que trataram a investigação como prioridade desde o registro do desaparecimento.
O Canal 1 de Notícias segue acompanhando os desdobramentos deste caso, trazendo atualizações sobre as próximas etapas processuais e o agendamento do julgamento. Para se manter informado sobre este e outros temas de relevância nacional e regional, continue acompanhando nossa cobertura jornalística, pautada pela transparência, apuração rigorosa e compromisso com a informação de qualidade.
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