Ex-governador de Goiás recebeu 2,6 milhões de votos e afirmou que vai fazer mobilização ‘em tempo integral’ pelo senador
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O ex-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) anunciou, nesta terça-feira, 6, apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A declaração ocorreu durante um encontro em Goiânia que reuniu aliados do candidato do PL. “Goiás vai dar a maior vitória ao Flávio nessa eleição, a mobilização vai ser em tempo integral”, afirmou Caiado.
Flávio terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, o equivalente a 56,1 milhões. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, recebeu 45,16%, ou 53,8 milhões.
Caiado ficou na quinta colocação, com 2,18% dos votos, cerca de 2,6 milhões. A diferença entre Flávio e Lula foi de aproximadamente 2,3 milhões de votos, número inferior ao total obtido pelo ex-governador de Goiás.
Caiado e aliados anunciam apoio a Flávio
O encontro ocorreu no antigo comitê central da campanha do MDB e de partidos aliados, no Setor Bueno, em Goiânia. Também participaram o governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito governador de São Paulo, com 62% dos votos.
Vilela também anunciou apoio a Flávio. Além disso, os senadores eleitos Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União) manifestaram apoio ao candidato. “Vemos no primeiro turno que cada um defendeu o que acreditava”, afirmou Gracinha. “Agora estamos no segundo turno, onde nossas diferenças são bem menores do que o que nos une.”
Antes de anunciar sua decisão, Caiado mencionou sua relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que o apoio a Flávio corresponderia ao desejo dele. O ex-candidato também citou seu histórico de disputas contra o petismo. “Estou aqui para fazer o que é a coerência da minha vida, que é poder derrotar o PT em uma eleição, e tem 40 anos que faço isso”, declarou.
Depois do anúncio, Caiado voltou a defender a aprovação da anistia e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Depois do primeiro turno, Caiado havia afirmado que discutiria seu posicionamento com o presidente do PSD, Gilberto Kassab.



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