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Presença feminina nas eleições estaduais ainda enfrenta desafio de representatividade

Mulheres são maioria no eleitorado, mas ainda enfrentam desafios para ocupar cargos de governadora. Confira o cenário das eleições estaduais.

Presença feminina nas eleições estaduais ainda enfrenta desafio de representatividade
Divulgação/Arquivo Pessoal

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Cenário eleitoral e a disparidade de gênero

Embora as mulheres constituam a maioria do eleitorado brasileiro, representando 52,84% dos 158,7 milhões de cidadãos aptos a votar, a presença feminina nos cargos majoritários ainda é um desafio persistente. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmam que, enquanto 83,9 milhões de mulheres estão habilitadas para o pleito deste domingo (4), os homens ainda predominam entre os nomes mais competitivos na disputa pelos governos estaduais e do Distrito Federal.

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O levantamento realizado pela CNN aponta que, entre os nomes com maior viabilidade eleitoral, apenas oito mulheres figuram como protagonistas em sete estados e no Distrito Federal. Esse grupo, que abrange diferentes espectros ideológicos, inclui figuras como Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco; Juliana Brizola (PDT), no Rio Grande do Sul; e Celina Leão (PP), no Distrito Federal. A lista se estende pelo país com candidaturas como as de Hana Ghassan (MDB), no Pará, e Maria do Carmo (PL), no Amazonas, evidenciando que, apesar da força numérica nas urnas, a ocupação do Poder Executivo permanece majoritariamente masculina.

Desempenho e competitividade nas urnas

A trajetória das candidatas reflete realidades distintas, variando entre a liderança nas pesquisas e a busca por espaço em cenários acirrados. Em 2022, o país registrou a vitória de apenas duas mulheres para os governos estaduais, um número que ilustra a dificuldade de romper barreiras históricas. Naquele ano, Fátima Bezerra (PT) garantiu sua reeleição no Rio Grande do Norte, enquanto Raquel Lyra (PSD) consolidou sua posição em Pernambuco após um segundo turno composto exclusivamente por mulheres.

No cenário atual, a dinâmica varia conforme a região. No Distrito Federal, Celina Leão aparece com destaque em levantamentos recentes, como a pesquisa Datafolha, que a coloca à frente de Leandro Grass (PT). Já no Rio Grande do Sul, Juliana Brizola protagoniza uma disputa técnica e equilibrada contra Luciano Zucco (PL), conforme apontado pela Quaest. No Norte, estados como Pará, Amazonas, Tocantins e Acre também apresentam candidatas que buscam consolidar suas bases eleitorais em meio a disputas complexas.

O papel das cotas e a corrida ao Senado

A disparidade de gênero torna-se ainda mais evidente ao analisar as regras eleitorais vigentes. Diferente das eleições proporcionais para deputados e vereadores, onde a legislação exige uma cota mínima de 30% de candidaturas por sexo, a disputa para governador e senador não é submetida a essa obrigatoriedade. Criada em 1995, a política de cotas foi fundamental para ampliar o número de candidatas, mas não garantiu, na mesma proporção, o aumento do número de eleitas.

A corrida ao Senado, contudo, apresenta uma diversidade maior de nomes femininos em comparação ao Executivo. Em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, figuras políticas de peso, como Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede), Benedita da Silva (PT) e Manuela d’Ávila (PSOL), buscam ocupar as cadeiras da Casa Alta. Apesar desse movimento, a análise das chapas confirma que os homens ainda detêm a maioria das indicações partidárias para os cargos majoritários.

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