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Trabalho infantil em Teresina atinge marca de 2025 em apenas nove meses

Teresina registra 13 casos de trabalho infantil em 2026, igualando o total de 2025. Município prepara nova ferramenta digital para denúncias.

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  • A capital piauiense enfrenta um cenário de alerta em relação à proteção de menores.
  • Dados recentes do Conselho Tutelar revelam que Teresina contabilizou, até o momento em 2026, 13 atendimentos de crianças e adolescentes em situação…
  • O número é expressivo por já igualar o total de registros contabilizados durante todo o ano de 2025, evidenciando uma persistência do…
Trabalho infantil em Teresina atinge marca de 2025 em apenas nove meses
1 de 1 Trabalho infantil — Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A capital piauiense enfrenta um cenário de alerta em relação à proteção de menores. Dados recentes do Conselho Tutelar revelam que Teresina contabilizou, até o momento em 2026, 13 atendimentos de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. O número é expressivo por já igualar o total de registros contabilizados durante todo o ano de 2025, evidenciando uma persistência do problema na região.

Panorama das notificações e atuação estadual

Além dos registros na capital, a Secretaria da Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (Sasc) reportou outras seis notificações em Teresina e em municípios do interior, como Picos, Miguel Alves e Santa Cruz do Piauí. O trabalho infantil, definido pela legislação brasileira como qualquer atividade exercida por menores de 16 anos — exceto na condição de aprendiz a partir dos 14 anos —, continua sendo um desafio para as políticas públicas de proteção social.

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Nova estratégia de combate e denúncia

Para enfrentar a subnotificação e qualificar o atendimento, a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) anunciou a implementação da ferramenta Catavento. O sistema será integrado ao portal Teresina ON e tem previsão de lançamento para outubro, mês dedicado à conscientização sobre os direitos das crianças.

A plataforma permitirá o envio de denúncias anônimas, exigindo informações como a localização, a faixa etária estimada da vítima e o tipo de atividade exercida. Segundo Olinda de Jesus, coordenadora das Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Aepeti), o objetivo é criar um diagnóstico preciso para embasar futuras ações governamentais.

Canais de proteção e direitos

A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Aepeti e a Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Além da nova ferramenta municipal, o combate ao trabalho infantil segue contando com canais nacionais e estaduais consolidados, como o Disque 100, o Sistema Ipê, o Ministério Público do Trabalho e os Conselhos Tutelares locais.

O Canal 1 de Notícias segue acompanhando o desdobramento dessas ações e o impacto das novas políticas públicas na proteção dos direitos da criança e do adolescente. Continue conosco para se manter informado sobre os temas que impactam a sociedade brasileira com credibilidade e profundidade.

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