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Campanha #Fazaxepa mobiliza sociedade contra o desperdício de alimentos no Brasil

Campanha #FazAXepa combate o desperdício de alimentos no Brasil, unindo conscientização sobre padrões estéticos e segurança alimentar.

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  • O desafio do desperdício em um país de contrastes O Brasil enfrenta um paradoxo alarmante que coloca em xeque a eficiência de…
  • Enquanto o país se destaca como uma das maiores potências agrícolas do mundo, cerca de 30% de tudo o que é produzido…
  • Esse volume de perdas contrasta drasticamente com a realidade de 55 milhões de brasileiros que, segundo dados do IBGE, convivem com algum…
Campanha #Fazaxepa mobiliza sociedade contra o desperdício de alimentos no Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O desafio do desperdício em um país de contrastes

O Brasil enfrenta um paradoxo alarmante que coloca em xeque a eficiência de sua cadeia produtiva e a justiça social. Enquanto o país se destaca como uma das maiores potências agrícolas do mundo, cerca de 30% de tudo o que é produzido acaba no lixo. Esse volume de perdas contrasta drasticamente com a realidade de 55 milhões de brasileiros que, segundo dados do IBGE, convivem com algum nível de insegurança alimentar. É nesse cenário de urgência que a campanha #FazAXepa ganha força, buscando engajar restaurantes, empresas e consumidores em uma mudança cultural profunda.

A iniciativa é uma cooperação entre o WWF-Brasil e o Waste & Resources Action Programme (Wrap), sob o guarda-chuva do programa Brasil Sem Desperdício. O objetivo central é desconstruir a ideia de que alimentos fora dos padrões estéticos — como frutas com formatos irregulares ou vegetais próximos ao vencimento — são impróprios para o consumo. A campanha propõe que esses itens sejam vistos como ingredientes valiosos, combatendo o descarte motivado por falhas logísticas ou exigências superficiais de mercado.

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Mudança de comportamento e valorização da xepa

O nome da campanha resgata o conceito popular de xepa, tradicionalmente associado às sobras do fim das feiras livres. Ao trazer esse termo para o centro do debate, os organizadores buscam ressignificar o consumo. A ideia é que o reaproveitamento deixe de ser visto como uma necessidade de última hora e passe a ser uma prática consciente e desejável no cotidiano das famílias e dos estabelecimentos comerciais.

Segundo Luiza Soares, líder do programa, o desperdício é alimentado por padrões culturais que priorizam a estética em detrimento da funcionalidade. “A iniciativa parte da compreensão de que o desperdício não acontece apenas por falta de planejamento, mas também por padrões culturais que nos levam a rejeitar alimentos perfeitamente próprios para consumo”, afirma. A campanha aposta em uma comunicação direta, utilizando vídeos, receitas e depoimentos de figuras públicas, como a atriz Laila Zaid e a chef Bel Coelho, para demonstrar que o aproveitamento integral é viável e saboroso.

Impactos ambientais e a necessidade de ação coletiva

O desperdício de comida vai muito além da perda nutricional. Cada alimento descartado carrega consigo o gasto de recursos naturais, como água e terra, além da energia utilizada em toda a logística de produção, transporte e armazenamento. Esse ciclo gera um impacto ambiental significativo, contribuindo para o agravamento das mudanças climáticas. Portanto, reduzir o descarte é também uma estratégia de preservação ambiental e eficiência econômica.

A campanha, que ganha fôlego especial durante o mês de outubro — período que abriga o Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro —, defende que a solução não virá de ações isoladas. A proposta é criar uma rede de colaboração que envolva governos, academia, setor privado e a sociedade civil. O objetivo é estabelecer novos padrões de consumo e produção que estanquem essa ineficiência, transformando a forma como o país lida com sua própria produção agrícola.

O Canal 1 de Notícias segue acompanhando os desdobramentos dessa iniciativa e o impacto das ações de conscientização em todo o território nacional. Continue conosco para se manter informado sobre temas que unem sustentabilidade, economia e bem-estar social, sempre com a credibilidade e o rigor que a nossa audiência merece.

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