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Caso Kathlen Romeu: pais buscam justiça em julgamento de policiais militares

Após cinco anos, pais de Kathlen Romeu aguardam julgamento de PMs envolvidos na morte da jovem grávida. O caso levanta debates sobre letalidade policial.

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  • A espera por uma resposta do Poder Judiciário sobre a morte de Kathlen Romeu, ocorrida em 8 de junho de 2021, chega…
  • Após cinco anos de uma trajetória marcada pela dor e pela busca por respostas, os pais da jovem, Jacklline de Oliveira e…
  • O Tribunal do Júri está marcado para o próximo dia 26 de novembro, às 10h, trazendo à tona a necessidade de um…
Caso Kathlen Romeu: pais buscam justiça em julgamento de policiais militares
© Rovena Rosa/Agência Brasil

A espera por uma resposta do Poder Judiciário sobre a morte de Kathlen Romeu, ocorrida em 8 de junho de 2021, chega a um momento decisivo. Após cinco anos de uma trajetória marcada pela dor e pela busca por respostas, os pais da jovem, Jacklline de Oliveira e Luciano Gonçalves, preparam-se para o julgamento dos policiais militares acusados pelo crime. O Tribunal do Júri está marcado para o próximo dia 26 de novembro, às 10h, trazendo à tona a necessidade de um debate urgente sobre a letalidade policial no Rio de Janeiro.

A memória de uma vida interrompida

Kathlen Romeu, que completaria 30 anos no próximo sábado (3), era uma jovem sonhadora, com planos de construir uma carreira e formar sua própria família. Grávida de quatro meses, ela foi atingida por disparos durante uma ação policial no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio, enquanto visitava a avó. O episódio não apenas ceifou a vida de Kathlen, mas também a de seu bebê, deixando uma lacuna irreparável na vida de seus pais.

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Para Jacklline e Luciano, o processo de luto é atravessado por uma luta constante contra a impunidade. A mãe, que mantém viva a memória da filha através de objetos pessoais e fotos, descreve o cotidiano após a perda como uma batalha diária. Enquanto Jacklline busca suporte na terapia, Luciano encontrou na psicologia, curso que cursa atualmente, uma forma de compreender e processar o trauma vivido pela família.

O julgamento e a expectativa por justiça

Os policiais militares Rodrigo Correia de Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano serão levados a júri popular para responder pela morte da jovem. Embora tenham sido absolvidos anteriormente de uma acusação de fraude processual na esfera militar, a promotoria recorreu e obteve êxito na 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Atualmente, os agentes respondem ao processo em liberdade e permanecem afastados de suas funções na corporação.

A família de Kathlen enfatiza que a condenação dos envolvidos é fundamental não apenas para o caso específico, mas como uma mensagem da sociedade contra a violência estatal. “Se esses policiais não forem punidos, a sociedade civil também estará matando Kathlen Romeu e o seu bebê”, afirmou Jacklline, reforçando o pedido de apoio popular para o dia do julgamento.

Contexto de letalidade e o papel do Estado

O caso de Kathlen Romeu é um dos exemplos mais emblemáticos da dificuldade de responsabilização em casos de mortes causadas por agentes de segurança. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) indicam que a polícia fluminense foi responsável por 798 mortes em 2025, um número que reflete a gravidade da política de segurança pública vigente. Em um cenário onde a letalidade é alta, a baixa taxa de condenações em casos de abusos policiais gera um ciclo de impunidade que é frequentemente denunciado por movimentos sociais e familiares de vítimas.

A trajetória da família para chegar ao julgamento foi tortuosa, incluindo denúncias contra o próprio Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) por condutas que, segundo os pais, desestimulavam a busca por justiça. A Corregedoria-Geral do órgão chegou a abrir um procedimento administrativo disciplinar, que foi posteriormente arquivado por falta de provas. Apesar dos obstáculos, a persistência dos pais de Kathlen transformou o caso em um símbolo da luta por reparação e pela preservação da vida de jovens negros e periféricos.

O Canal 1 de Notícias segue acompanhando os desdobramentos deste caso, comprometido com a cobertura de temas que impactam a sociedade e a justiça brasileira. Continue acompanhando nosso portal para informações atualizadas, análises aprofundadas e um jornalismo que prioriza a relevância e a transparência dos fatos.

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