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Pecuária brasileira inicia novo ciclo de produtividade com foco em eficiência

A pecuária brasileira vive um novo ciclo de produtividade com foco em eficiência, sustentabilidade e adaptação às exigências do mercado internacional.

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  • A transformação estrutural da pecuária nacional A indústria brasileira de carne bovina atravessa um momento de transformação estrutural profunda.
  • Impulsionado por uma demanda internacional crescente e pela necessidade de atender a exigências cada vez mais rigorosas de mercados globais, o setor…
  • Segundo Eduardo Pedroso, diretor executivo de Originação e Confinamentos da Friboi, braço da JBS, a pecuária nacional está se reconfigurando para conciliar…
Pecuária brasileira inicia novo ciclo de produtividade com foco em eficiência
12/09/2025REUTERS/Amanda Perobelli

A transformação estrutural da pecuária nacional

A indústria brasileira de carne bovina atravessa um momento de transformação estrutural profunda. Impulsionado por uma demanda internacional crescente e pela necessidade de atender a exigências cada vez mais rigorosas de mercados globais, o setor aposta em um novo ciclo de produtividade. Segundo Eduardo Pedroso, diretor executivo de Originação e Confinamentos da Friboi, braço da JBS, a pecuária nacional está se reconfigurando para conciliar escala, eficiência e sustentabilidade.

O cenário atual é marcado por uma mudança física no campo: nos últimos anos, o país registrou uma redução de cerca de 18% na área total de pastagens. Esse movimento não significa uma retração na oferta, mas sim uma adaptação necessária. A indústria e os produtores têm buscado sistemas de produção mais intensivos, onde o foco deixa de ser a expansão territorial e passa a ser a otimização dos recursos já disponíveis.

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Eficiência no campo como motor de crescimento

O salto de produtividade mencionado por Pedroso está diretamente ligado à qualidade e à precocidade dos animais. A estratégia atual das propriedades rurais brasileiras prioriza o abate de gado mais jovem e com maior peso. Atualmente, é comum encontrar sistemas que entregam animais com 25 a 26 arrobas entre 18 e 20 meses de idade, um resultado alcançado através da intensificação tecnológica e nutricional.

Para o executivo, o próximo grande avanço da pecuária brasileira deve ocorrer justamente dentro da porteira. A indústria já trabalha com indicadores rigorosos de desempenho, que incluem:

  • Animais de até dois dentes no momento do abate.
  • Peso médio de 25 arrobas por animal.
  • Rendimento de carcaça atingindo a marca de 60%.
  • Eficiência biológica de 125 quilos de matéria seca por arroba produzida.

O papel da demanda chinesa e a geopolítica do mercado

A ascensão da China como principal destino da carne brasileira foi um divisor de águas para o setor. A exigência do mercado chinês acelerou a implementação de processos de rastreabilidade, controle sanitário e padrões de sustentabilidade que hoje servem de referência para toda a cadeia. A indústria passou a atuar de forma estratégica, compreendendo que cada mercado consumidor possui dinâmicas e necessidades distintas.

Além disso, o cenário de comércio internacional impõe desafios constantes. Medidas de proteção aos mercados domésticos adotadas por diversos países criam um ambiente de incertezas, mas também de oportunidades. Pedroso reforça que a geopolítica do setor exige que o Brasil seja ágil, direcionando sua produção de acordo com as janelas de oportunidade que se abrem, compensando eventuais barreiras comerciais com a qualidade e a competitividade do produto nacional.

Sustentabilidade e o futuro da cadeia produtiva

A estratégia de longo prazo das grandes companhias, como a JBS, está intrinsecamente ligada à ideia de que produtividade e preservação ambiental caminham juntas. O apoio à adoção de práticas regenerativas e o uso de tecnologias que potencializam a eficiência produtiva são vistos como pilares para garantir a perenidade da pecuária brasileira frente às pressões climáticas e sociais.

Ao aumentar a produtividade no campo, o Brasil não apenas amplia sua capacidade de atendimento à demanda global, mas também reduz a pressão sobre o uso de novas áreas. Esse modelo de intensificação é o que permitirá ao país manter sua posição de liderança no mercado de proteína animal, garantindo que a carne brasileira continue sendo um produto de alto valor agregado e aceitação internacional.

O Canal 1 de Notícias segue acompanhando de perto os desdobramentos da economia agroindustrial e os impactos dessas mudanças na mesa do consumidor e na balança comercial brasileira. Continue conosco para se manter informado sobre os temas que movem o país e o mundo, com a credibilidade e a profundidade que você exige.

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