Em uma nova fase de sua longeva e respeitada carreira, o cantor e compositor Luiz Carlos Sá apresenta ao público um projeto duplo que sintetiza sua identidade artística. Após cinco décadas de uma trajetória marcada pela parceria com Guarabyra, o músico consolida sua caminhada solo com o lançamento do álbum e do livro, ambos intitulados Eu, caçador de mim. O trabalho, que chega ao mercado pelo selo Kuarup, reflete a maturidade de um dos nomes mais influentes da música brasileira.
Um projeto que revisita a própria história
O título do projeto não é uma escolha casual. Ele remete diretamente ao verso da canção Caçador de mim, composta por Sá em parceria com Sérgio Magrão. A música, que se tornou um hino na voz de Milton Nascimento no álbum de 1981, carrega um peso simbólico para o autor, que agora utiliza a expressão para batizar sua nova incursão literária e musical. O livro, que conta com prefácio do renomado jornalista Tárik de Souza, reúne uma seleção de crônicas autobiográficas publicadas originalmente na revista Backstage entre 2021 e 2025.
Conexões musicais e parcerias de peso
O álbum Eu, caçador de mim funciona como uma ponte entre o passado recente e a produção atual de Sá. Na edição física em CD, o artista compila dez faixas, unindo cinco composições inéditas da safra de 2026 às cinco músicas que compuseram o EP Sambas de mato, lançado em 2025. Entre os destaques do novo material, o público encontra parcerias com grandes nomes da música nacional, como Almir Sater, na faixa Eu sou mais do que sou, e Ivan Lins, na canção Foi bem lá.
O repertório também traz a colaboração com Zeca Baleiro na música Tanto que te vi partir, reforçando a versatilidade de Sá em transitar por diferentes estilos. O projeto já havia dado sinais de sua força com o lançamento antecipado de singles como Ávida, parceria com Chico César, e Jabuticaba flor, composta ao lado de Gabriel Sater e João Gaspar. Essas faixas anteciparam a sonoridade que o público encontra agora na íntegra do álbum.
A continuidade de um legado
A transição para a carreira solo, iniciada formalmente com o disco Solo e bem acompanhado em 2023, demonstra que Luiz Carlos Sá mantém a vitalidade criativa que o consagrou. Mesmo após o encerramento da parceria de 53 anos com Guarabyra, o artista segue explorando novas texturas e diálogos musicais. A produção, disponível em Kuarup, reforça o compromisso do músico com a qualidade lírica e melódica que sempre pautou sua trajetória.
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