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Justiça condena trio a 60 anos de prisão por fraudes e roubo de cargas em Presidente Prudente

Justiça condena trio a 60 anos de prisão por fraudes e roubo de cargas em Presidente Prudente
1 de 1 Deic de Presidente Prudente (SP) — Foto: Arquivo/g1

O desmantelamento de uma rede de fraudes logísticas

A Justiça de São Paulo proferiu uma sentença contundente na última terça-feira (22), condenando três homens por um esquema sofisticado de desvio de cargas que operava na região de Presidente Prudente. Ao todo, as penas aplicadas pelo Judiciário somam mais de 60 anos de reclusão, encerrando um ciclo de crimes que causou prejuízos significativos ao setor de transporte e logística entre os anos de 2020 e 2021.

A investigação, conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do DEIC de Presidente Prudente, revelou uma estrutura criminosa que utilizava identidades de terceiros e documentos adulterados para ludibriar transportadoras. O caso ganhou repercussão pela audácia dos envolvidos, que utilizavam tecnologia e falsificação documental para cometer crimes em série.

Modus operandi: tecnologia e falsificação

O esquema criminoso funcionava através de uma logística bem articulada. Os integrantes do grupo negociavam fretes utilizando aplicativos de mensagens e plataformas especializadas, sempre se passando por caminhoneiros legítimos. Para garantir o sucesso da fraude, eles utilizavam dados de motoristas reais que não tinham qualquer ciência ou envolvimento com as atividades ilícitas.

No momento da retirada da carga, o motorista contratado pelo grupo apresentava Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e documentos do veículo (CRLV) falsificados. Além disso, os caminhões utilizados possuíam placas clonadas de veículos regulares, o que dificultava a identificação imediata pelas autoridades e pelas empresas vítimas. As negociações eram centralizadas em linhas telefônicas operadas a partir de Londrina (PR).

Prejuízos e a operação Doce Lar

Ao longo de 2020, o trio realizou três desvios de carga documentados pela polícia. Em abril, foram subtraídas 32 toneladas de soja em Itaberá (SP) e 27 toneladas de açúcar em Presidente Prudente. Em novembro do mesmo ano, o grupo atacou um laticínio, levando produtos avaliados em quase R$ 40 mil. Somados, os prejuízos às transportadoras chegaram a aproximadamente R$ 155 mil.

A virada na investigação ocorreu após a análise de fotos dos motoristas e caminhões feitas no momento dos carregamentos, que permitiu aos investigadores do DEIC identificar o padrão de atuação. A partir disso, foi deflagrada a operação Doce Lar, em 8 de janeiro de 2021, que resultou na apreensão de documentos e equipamentos que comprovaram a vinculação dos suspeitos com os crimes.

Sentença e desdobramentos judiciais

A 1ª Vara Criminal de Presidente Prudente condenou os réus por associação criminosa, estelionato, uso de documento público falso e adulteração de sinal identificador de veículo. As penas variam entre 19 anos e 22 anos e dois meses de reclusão, a serem cumpridas inicialmente em regime fechado. Embora a decisão seja severa, os condenados possuem o direito de recorrer da sentença em liberdade.

O caso serve como um alerta para as empresas do setor logístico sobre a importância da verificação rigorosa de documentos e da segurança digital nas contratações de frete. O Canal 1 de Notícias segue acompanhando os desdobramentos deste caso e trazendo as informações mais relevantes sobre segurança pública e justiça. Continue conosco para se manter atualizado com o melhor conteúdo jornalístico do país.

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