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Megaoperação da PM no RJ Mira Comando Vermelho: 13 Presos e Quatro Mortos em Confrontos

© Reuters/Jose Lucena/Proibida reprodução

Uma vasta operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro resultou na prisão de 13 indivíduos e na morte de quatro suspeitos em confrontos, nesta quinta-feira (13). A ação teve como alvo 27 comunidades dominadas pela facção criminosa Comando Vermelho (CV), abrangendo a capital e diversos municípios da região metropolitana. O objetivo principal foi desarticular atividades ilícitas e conter a expansão do grupo, em meio a um cenário de crescente violência urbana.

Resultados Imediatos e Material Apreendido

Durante as diligências, as equipes policiais não apenas efetuaram as 13 prisões, mas também realizaram a apreensão de um significativo arsenal. Foram retirados de circulação dois fuzis, duas pistolas e seis granadas, demonstrando a capacidade bélica do grupo criminoso. Os quatro indivíduos que perderam a vida morreram em tiroteios com as forças de segurança, intensificando o saldo da operação contra o Comando Vermelho.

Estratégia Contra a Expansão Criminosa e Roubos

A Polícia Militar explicitou que a operação foi meticulosamente planejada para combater uma série de crimes que afetam diretamente a população e a economia fluminense. Entre os alvos estratégicos estavam roubos de veículos e de carga, a expansão territorial do Comando Vermelho, o cumprimento de mandados de prisão em aberto, a apreensão de narcóticos e o resgate de veículos roubados. Uma frente importante da ação consistiu na remoção de barricadas construídas por traficantes, que visam dificultar o acesso e o patrulhamento nas comunidades.

Remoção de Barricadas e Impacto na Mobilidade

Como parte dos esforços para restabelecer a ordem e a livre circulação, as equipes de segurança focaram na desobstrução de vias estratégicas. Mais de 10 toneladas de concreto, utilizadas na construção de barricadas, foram removidas nas comunidades do Quitungo e Guaporé, ambas localizadas na Zona Norte da capital. Essa medida visa não apenas facilitar o acesso policial, mas também melhorar a mobilidade para os moradores locais.

Prisão de Suspeito Envolvido na Morte de PM

Um dos destaques entre as prisões é a de André Silveira das Dores, conhecido como Coquinho. Ele é apontado como um dos envolvidos na morte do policial militar Marco Antônio Matheus Maia, ocorrida em dezembro de 2024 na comunidade do Quitungo. No momento de sua detenção, Coquinho portava um fuzil automático AR-10, evidenciando seu perfil de alta periculosidade e o armamento pesado em posse da facção.

Abrangência Geográfica da Operação

A complexidade da ação se refletiu em sua vasta extensão geográfica, cobrindo não apenas diversas áreas da cidade do Rio de Janeiro, mas também alcançando municípios chave da região metropolitana. Entre as localidades patrulhadas e alvo das diligências estavam São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Duque de Caxias, São João de Meriti e Queimados. Os últimos cinco municípios mencionados são parte da Baixada Fluminense, região historicamente afetada pela atuação do crime organizado.

O Contexto da Violência Urbana: O Caso Aline Affonso

A operação ocorre um dia após um incidente trágico que chocou a população: a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, foi baleada dentro de um ônibus em Vicente de Carvalho, na Zona Norte. O ataque, que resultou em seu ferimento, ocorreu durante um confronto entre policiais militares e criminosos. Este episódio serviu como um lembrete contundente da violência cotidiana que atinge os moradores do Grande Rio.

O Grande Rio e as Estatísticas de Violência do Fogo Cruzado

A tragédia envolvendo Aline de Siqueira Affonso ganhou ainda mais destaque ao ser contextualizada pelas estatísticas do Instituto Fogo Cruzado. De acordo com a organização não governamental, a fonoaudióloga foi a milésima pessoa baleada no Grande Rio somente no ano de 2026. Um levantamento do Instituto revela que, até 12 de agosto de 2026, a região metropolitana registrou um total de 537 mortos e 463 feridos por disparos de arma de fogo, sublinhando a gravidade da crise de segurança que assola a área.

A operação da Polícia Militar contra o Comando Vermelho, com suas prisões e apreensões, reforça o incessante desafio das forças de segurança em conter a criminalidade no Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, os dados de violência, como os expostos pelo Instituto Fogo Cruzado, ressaltam a urgência de estratégias eficazes para proteger a vida dos cidadãos e desmantelar o poder das facções criminosas que atuam na região metropolitana.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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